segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

La Belle Verte





Texto que deu origem ao filme "La Belle Verte" de Coline Serreau.
(O importante é o sentido do texto)
“Il est minuit, la ville dort, je me mets à entendre le silence.
Je ne suis pas mystique, je n’entends pas des voix et ne fais pas du pathos avec les petits oiseaux cuicuicui, j’ai simplement eu ce soir-là l’expérience concrète, difficile à traduire en mots, de mon lien avec ce qu’on appelle l’inanimé, le végétal. J’ai compris là, dans la solitude de cette nuit, que s’il existait une “âme”, les arbres et nous avions rigoureusement la même”.
Je crois que je suis seule, mais un bruit léger me frappe les oreilles, un bruissement, comme une parole : en face de moi, un grand arbre balance doucement ses jeunes feuilles dans l’air de la nuit. Il a trois branches principales qui se rapprochent, s’éloignent, se groupent par 2, puis par 3, se cognent légèrement, oscillent avec une amplitude limitée en bas, majestueuse en haut.
Les feuilles sont animées de leur propre mouvement à l’intérieur du balancement général, leurs faces mates et brillantes s’allument et s’éteignent alternativement. Je regarde l’arbre entier, son agitation calme, sa réactivité immédiate à la moindre caresse de l’air et j’oublie tout.
Le taxi, l’hôtel, les soucis, le scénario, les anticipations négatives et positives n’existent plus, un calme incroyable s’empare de moi, tout se détend, je ne suis qu’ici et maintenant plongée dans le mouvement de cet arbre, délice.
Je ne sais pas combien de temps a duré le dialogue avec l’arbre, mais j’ai eu le sentiment de communiquer avec lui et qu’il était un être en vie qui m’envoyait sous forme de vibration une information que j’avais reçue.
"É meia-noite, a cidade dorme, começo ouvir o silêncio.
Eu não sou mística,  não ouço vozes e não me emociono com o canto das aves, eu tive esta noite, a experiência real, difícil de colocar em palavras...a minha relação com este seres que chamamos de inanimados, as plantas.
Compreendi que existe na solidão da noite, como se houvesse uma "alma" e as árvores e nós temos exatamente a mesma.
Eu acho que estou sozinha, mas um som fraco me impressionou os ouvidos, um ruído, como uma palavra: diante de mim, uma grande árvore balançando, suavemente, no jovem ar da noite. Ela tem três ramos principais que estão perto, são agrupados por 2, depois 3, batem ligeiramente, oscilam com uma amplitude limitada abaixo e acima majestosamente. As folhas são motivadas por seu próprio movimento, como rostos brilhantes que desligam-se  alternadamente.
Eu olho para a árvore inteira, sacudindo a calma...é sua reação imediata à mínima carícia do ar e eu esqueço tudo. O táxi, hotel, as preocupações, as histórias, as expectativas positivas e negativas, não existem mais,uma calma incrivel agarra-me , relaxo, estou aqui agora e mergulho no movimento desta árvore de deleite. Eu não sei quanto tempo durou o diálogo com a árvore, mas eu tive a sensação de contato com ela, como se fosse  uma pessoa viva me enviando um formulário de informações  e de vibrações que nunca possui."


Muito mais profundo, esse texto representa para mim mais que toda banalidade de discursos ecológicos.
A autora consegue colocar em palavras aquilo que sinto.
Realmente existe tamanha diferença entre nós humanos, outros animais e seres vivos?
A resposta é não, sem dúvida e a encontro no documentário  "Earthlings" (Terráqueos) :
"Terráqueo: substantivo , habitante da terra.
Já que todos habitamos a terra, somo todos considerados terráqueos.
Não há discriminação de sexo, raça ou espécie no termo terráqueo.
O termo inclui cada um e todos nós.
Mamíferos, vertebrados, invertebrados de sangue quente ou frio.
Passáros, reptéis, anfibios, peixes e humanos, igualmente.
Os humanos, portanto, não sendo a única espécie do planeta, compartilham esse mundo com milhões
 de outras criaturas vivas, já que todos evoluimos aqui juntos.
Contudo é o terráqueo humano que tende a dominar a Terra, frequentemente tratando outros terráqueose seres vivos como meros objetos..."


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Me reviro na cama, leve , me escuta , baixinho :
- Tua estrada não percorre mais a minha, agora que sei, que os pedais estão represados, como um pulmão doente e aonde chega teus atalhos de pedra.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Passeio No Mundo Livre



Desata o verso, quero ouvir , cabeça vazia, moinhos com pausas coordenadas pelo pouco que consigo entender.
Visão escura, mente aberta, mal limpa, pouco trabalhada, com pouco, a saber, pouco, a restar. Conta-me, me leva e explica porque.
Entrei em êxtase, meu corpo pede água, mundo este, ou aquele outro e penetro no vazio, encontro e não identifico. Talvez não entenda minha condição, o que torna diferente ou indiferente.
 Com a bebida presa nas mãos, o sol queima a pele, cigarros, passado, penso no futuro,  deixo para depois. Prossigo, tomo um gole, dois, quente. Mais uma dose, me faz esquecer, traz mais pra te lembrar.
Pego   consciência, é difícil me explicar,o que me faz assim, já foi um dia o que me fez estagnar.
Corro por pouco, ando por muito, calo e consinto.
Lembrei-me dos tambores, soavam os apitos, a massa gritava por desordem, eles queriam caos. Caos que nos leva a ordem, ordem que não nos leva a nenhuma verdadeira satisfação. Pouca essa que exigem, sistema nenhum é capacitado suficiente para comportar a imensa desenvoltura  humana tão mal aproveitada.
Chamo de mundo livre aquele que não é absoluto,  mas aquele que não fixa, muda, te faz pensar que a existência não é para poucos, mas é para todos.Existir é muito mais que sobreviver, muito mais que possuir.Não é de meu critério dizer o que significa tal para a grande maioria,mas deixo que minha mente caminhe assim.
Segui os passos, mas pouco perto do que andarei. Levei o conto de quando criança, para saber me explicar. Lavei o que chamam de alma, quando , apenas, libertei a mente.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O início foi incerto, confuso e incomum.

"Moça, Olha só, o que eu te escrevi.É preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê"

A distância entre os corpos chora um alto tom amedrontado, pouco, mas não adianta correr, porque o que resta vai atrás.
Minha mão deslizando da sua, seus olhos longe, os meus desviados, vontades. Antes fosse assim, com contato, mesmo que frio.
O dia manteve-se em calmaria, exagerada. Nem um toque, suspiro algum, sem ligações.
Não sou espécie alguma de cigana, mas sei para onde esquiva esse tempo.
Tento aliviar, mesmo sabendo que não resolveria tentar mudar o que estagnou.
Os meus anéis batem inquietos na mesa da sala, um seguido do outro, essa ansiedade me impede de comer, dormir ou imaginar o que esta fazendo enquanto estou aqui. Olho para minhas mãos, a prata de tua aliança me preocupa, me prende.
Não faz essa dor, lança um sorriso aberto, mesmo que não para mim. Dou-te vida se quiser, mas não minha, sua, com teus poemas, suas músicas, seus cheiros. Senti vontade de te colocar de frente para o mundo, mas não posso, pernas são tuas.
Não preciso dizer que amo, é evidente demais. Apenas sei.
Sua bicicleta percorre essas ruas de pedra, observo da janela os pedais fundos, procuro não imaginar em qual estrada vai terminar. Julga-me nas suas manhãs pelo cargo que não cabe a ninguém?Sussurra em teu silêncio, mas escuto de longe.
Palavras escassas, quase sem som, apenas, pensamentos em frações de furacões, como alguém que se encontra  perdido, sem rumo.
Muitas vezes a incerteza movimenta como combustível, mas sou humana, preciso de pequenos traços concretos.
Talvez o apartamento em nossa avenida, com nossa cama, tuas roupas e meus armários, não estejam mais parados, nos esperando.
Não cabe a mim, nem a você saber, naõ digo ao amor,mas cabe a vida, ao tempo. 

"Eu escrevo e te conto o que eu vi e me mostro de lá pra você,guarde um sonho bom pra mim."

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

É não ser quase nada


Do horizonte enxergo altas colunas,me lembram filmes gregos,mas são modernas.Vejo rostos,conhecidos,desconhecidos,pessoas que eu nunca tive contato algum,mas sei quem são.
Ando entre os espaços,escuto vozes,música alta,tambores,as pessoas tomam vinho,comem frutas,fazem sexo,estudam historia,refletem,usam filosofia,discutem os problemas que os levaram a mudança.
Os homens tratam as mulheres como amantes e não objetos,assim como mulheres tratam os homens,homens tratam homens,mulheres tratam mulheres.Livres.
Outros optaram pela ignorância, prisão mental e não é o suficiente viver nesse lugar,onde notei,que humanos vivem para seus semelhantes.
Um muro separa estes dois mundos,uma barreira foi travada entre o norte e o sul,um lado caminha para decadência mesmo achando que estão em constante progresso,o outro preocupa-se mais com a construção humana,mental e em alguns casos, espiritual,mas agora,não cabe a mim julgar se há lado correto.
Na montanha,deito,céu,nuvens escuras pela metade,carregadas de gases intragáveis,meu arco,flecha,atiro para atingir a nuvem certa,toxinas caem em mim,me tiram o ar.Um pouco a esquerda,as nuvens são claras,para salvar,lanço outra flecha,as gotas limpas me fazem respirar.
Em qual viver?Posso ter a maravilhosa magia de escolha para esquecer por qual motivo passo de oito a mais horas sentada na cadeira fria do escritório,uma imagem me remete,eu me encharcando de cafés ,cigarros,drogas em dias sem fim.Vem a contradição,quando observo pilhas de lixo que foram acumuladas naquela região,que é proporcional a atitude dos homens-mortos que habitam.
Os sulistas são tratados como ingênuos, tolos, mas os habitantes sabem por qual motivo fizeram tais opções, que não são motivos lançados fora,vivem o mundo real,não artificial,este lado é tão claro,que mal consigo entender como consegue ser tão simples e delicioso.
Acordo,apenas um sonho,que mostra o que comporta aqui dentro,um pico de realidade entra em minhas veias,noto que posso viver minha maneira,mas nunca,deixarei de habitar o mundo dos falsos progressos.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Eu gosto mesmo é de vida real.



Aqui na cadeira,a janela aberta com o vento dessa noite fresca imagino um pouco de sonhos coloridos e dementes,mas místicos,tudo que sei.
Um balão amarelo legível com a palavra “shame”,voando em nuvens coloridas com passos fundos de um dia comum.Shame,poderia representar milhões de pedaços da sua mente,vergonha,pena,remorso.Qual destes é o que sente?Vergonha do mundo?Remorso pelas pessoas ou pena daqueles que não conseguem ser como nós?
Você,um pouco de mim,um pouco deles,com inaceitação do obscuro e perverso sob este ponto de vista,cheguei a concluir que grãos minúsculos de uma Terra gigantesca conseguem pensar e imaginar o mundo assim.
Escrevo hoje porque o colorido invadiu,não entendo de que maneira,mas por acaso,ou acaso algum.Talvez seja assim que funcione,observando e entendendo pontos opostos de visão,que desembocam no mesmo riacho,limpo,no meio da mata.
Acho graça quando penso em um olhar puro,convencido que consegue por algum motivo sólido mudar.Graça,porque acho pouco.
Desejo por onde começar,por onde ir e me guiar.Não posso me perder,nem nas sombras da realidade mascarada,nem sumir na poeira mal  varrida de vibrações pouco iluminadas.
Não penso como robô,não vivo como tal,não desejo “status quo” e meras atitudes,pouco me importa um olhar de mundo que não é o olhar de um poeta,pouco importa para o que muito importa para o todo.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O Buraco Do Espelho

  o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar aqui
com um olho aberto, outro acordado
no lado de lá onde eu caí
pro lado de cá não tem acesso
mesmo que me chamem pelo nome
mesmo que admitam meu regresso
toda vez que eu vou a porta some
a janela some na parede
a palavra de água se dissolve
na palavra sede, a boca cede
antes de falar, e não se ouve
já tentei dormir a noite inteira
quatro, cinco, seis da madrugada
vou ficar ali nessa cadeira
uma orelha alerta, outra ligada
o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar agora
fui pelo abandono abandonado
aqui dentro do lado de fora







sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Nada mais é preciso:


Quando desço essas ruas com baques de frios na barriga e mãos inquietas,eu percebo que existem ainda muitos motivos para continuar olhando para o dia seguinte como mais um ultrapassado.
Não sei aonde pretendo chegar ou se vou chegar,mas quando sento nesta calçada como agora,sozinha e observo cada pessoa passando,vejo nos olhos e gestos de cada ser humano que existe algum motivo concreto,mesmo que distante,para eles estarem aqui,sobrevivendo.
Eu senti algumas pessoas ao meu redor que se assemelham a mim,são jovens e tocam violões como se fosse a ultima nota trabalhada,com uma vibração forte que não se restringe a chegar ao ouvidos de quem escuta de perto,mas do outro lado da rua percebo pessoas observando para saber de onde vem o som.
A música me levou longe,é estranho perceber o mundo dessa maneira,eu tive uma única visão, agora este se elevou a tantos outros que eu nem consigo encaixar todas as peças em minha mente,são complexos,olhares distintos.
Eu gosto de pessoas,de toques,do cheiro da rua,mesmo poluída,mesmo decadente,mesmo tão suja por pensamentos alheios.Prefiro observar estes animais sozinha,como alguém que estuda uma nova raça,a única diferença é que essa,já é bem conhecida por nós e por outros seres que constantemente sofrem os ataques desses terráqueos tão evoluídos...
A noite chega,é muito mais atraente,tudo funciona melhor,não pelo fato de estar nessa cidade cheia de bares e luzes fascinantes com boêmios e a possível coragem de trabalhadores cansados,mas a  noite em cada canto é muito mais bonita que o dia,talvez porque a noite esconda as decomposições.
 A avenida movimentada buzina gritos horrorosos de seres que não se suportam,de maquinas trabalhadas e muito bem programadas.Lembro-me de filmes da minha infância,onde falsos super heróis agiam inusitadamente e salvavam o planeta e é minha vontade,salvar,um lugar onde caminha para o desastre,para o fim.Não falo somente do homem agindo sobre o meio,mas sobre tudo, toda a ruína que estamos construindo,mentalmente e em nosso porte,mas nós que somos estes homens da força.
Próximo a essa avenida há uma pichação muito sensata:”O herói é aquele que não teve tempo de correr”.
Ao contrario do que parece,amo muito o que me cerca,amo muito esse mundo,a vida e de tanto amar temo e conheço seus defeitos,que são incontáveis.
Me escrever e descrever vocês em um pedaço de papel nos faz tornar a existência mera banalidade,pouca coisa,um pedaço,amassado e sujo.
A importância de viver é tão grande,que perco o motivo para achar o principal fato de vida.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Where is my mind.


O sons que ecoam em meus ouvidos são tão fortes,que posso reviver.

Observei o lado B da cidade,essa era a parte que eu costumava admirar, passado alguns anos desaprendi amar daquela maneira,mas aquela manhã me fazia esquecer qualquer banalidade que haviam transformado.
Era um dia comum,mesmo com ultimas noites mal dormidas,em leituras e viagens sem fim,o meu corpo havia se acostumado.Eu não gostava daquela solidão,mas o tempo e as circunstâncias fizeram o papel de me tornar alguém indiferente.O pequeno apartamento,com sala,cozinha e quarto juntos,se tornara grande para mim,mas eu não me importava mais.
Transformaram minhas ânsias em vontades jogadas em lugar nenhum,me disseram que a vida se encarregaria de mostrar quem vence...E dessa vez foram eles,não eu.
Peguei a xícara,servi o chá amargo,cinzeiro,a cigarrilha,o cigarro,isqueiro,o fogo.Quase como um ritual,sem fim algum e assim repetia-se.
O dinheiro estava escasso,eu nunca compreendi como tal pode comprar comida e amor,mas aceitei e andei precisando.O mundo calou meus questionamentos,decretou silêncio diante o público.Foi-se o tempo que andei sem destino,convencendo e amando pessoas.Agora eu era apenas mais uma,mais uma peça aterrada no jogo,escalada a cumprir meu papel teatral,sempre foi assim,eu que acreditava não ser.
De repente ouvi um esmurro na porta,e a campainha irritante tocou,a porta estava destrancada,”entre logo” ,pensei.Entrou,franziu o nariz,o cheiro de comida estragada deveria estar incomodando.
-Você não se cansa?Quanto tempo não a vejo?
Eu continuei apoiada com a cabeça na mesa,senti raiva.
O som da minha respiração aumentou,ela gritava,com força,chegava ao meus ouvidos como agulhas embebidas em álcool,meu estômago revirou,eu parecia uma doente.Ela me chamou de doente.
-Eu não aceitarei,se não é este que me transformou no que sou,fui eu que o transformei e mascarei com sombras.Estou podre,como o resto da humanidade,como você.
Era minha consciência tentando me executar.

terça-feira, 30 de novembro de 2010



Silência um instante,interrompa suas alternativas justificáveis e escute a possível verdade.Sair do seu próprio mundo não é doloroso,viva em nosso.Creio que assim alcançará o ponto de equilibrio,no conjunto.

sábado, 27 de novembro de 2010

Minha natureza é mais que estampa.


Amanheceu na capital,a fumaça recobre meus pulmões,mas os filetes de luz que passam entre as frestas da janela,me fazem enxergar que o repugnante ainda tem sua beleza.Mas qual seria?
Levanto,num ciclo interminável me preparo para encarar o dia que segue há algum tempo,sendo que sinto-me cansada em um período de vida que é apenas o começo.Elevo meus pensamentos longe,tão distante que sinto minha visão embaçar:
“Ultimamente tenho vivido entre o real e o imaginário,partículas de dualidade,como o fel e o mel,trago  em mim aquilo que eu gostaria de ser e não o que sou,trago um mundo que eu gostaria de viver e não no qual vivo,transformo pessoas de acordo com minhas vontades,que são vontades coletivas.
Puxo,trago e solto a fumaça das minhas demências.Não creio que seja impossível,mas não pode funcionar de acordo com o que eu pretendo viver,talvez minha visão ande destorcida perante  padrões da maioria,não conseguir me encaixar num pensamento de  massa e questionar diariamente porque os seres humanos preferem viver se auto destruindo é algo que incomoda,a realidade é que eu gostaria simplesmente me calar e aceitar.Seria essa a verdade?Eu gostaria mesmo de manter-me conformada?
O homem costuma gabar-se por ser o único animal racional no planeta,mas aonde encontra-se tamanha racionalidade?”
Há algum tempo que tem acontecido esses diálogos,mas sigo em frente.Visto minhas roupas,fardos pesados de tipos traçados por outros,lanço sorrisos.Mas quero correr,encontrar o caminho adequado,onde pessoas não vivam em bolhas e sim em mares abertos.
Não crio verdades absolutas,mas para mim,fazem completo sentido.O raio caiu em minha cabeça,distorceu minha visão,pensei que estava enlouquecendo,mas genuinamente encontrei a verdade humana,dentro de mim,quando o mesmo cair em sua cabeça,vai notar quanto tempo foi perdido,repetindo os mesmos erros do resto da humanidade e perceberá que perdeu uma jornada inteira com objetivos descartáveis, por isso,eu espero que o raio caia logo na sua cabeça...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Damn' lie is a knife fixed in your back

Decreto nº 1 :Evolução mental em vinte e quatro horas,antes que visão,audição e cordas vocais de um terço da população esguiche inconformismo.
A verdade é que estou cansando-me de viver no século XXI,convivendo com pessoas que estagnaram há dois séculos atrás.Não querer mudar é uma estranheza para mim,dizer-se moderno,pensando como gerações anteriores,com a desculpa,muito mais que ultrapassada de estar mantendo a moral e tradição de antepassados,é imbecilidade extremista.Aliás,essa é a diferença,suas vidas caminham rumo a futilidade e imbecilidade.
“Encontro-me no lugar errado” é somente o que penso,ou devo estar bitolada,errada,insuportável e critica  desmedida,por não suportar esses tipos que estão me cercando.
Se tu tens o direito de julgar-me,tenho direito universal de mandar-te a puta que te pariu,meu querido?
Em pleno vento esfumaçado de uma  cidade que não é minha e não deveria ser de ninguém,vejo seres vestidos feito marionetes ,achando que são donos do nosso infinito,proprietários dos seres vivos e inanimados.Abro uma conversa interior,mas querendo emitir o maior tom agudo e elevado possível:” Caro cidadão padrão,típico materialista,exibicionista sabe o que deveria fazer com tuas palavras?Mastigar,vomitar e enfia-las em sua própria cabeça,essa onde há somente casco,sem miolo,sem recheio.”

terça-feira, 2 de novembro de 2010

No giz do gesto o jeito pronto.

Não era no coração,era na barriga...penetrava em sua boca,sentia coçar até chegar no estômago,formigando,um ardor que fazia a mente trabalhar,esvaziando-se,aproximando-se mais dela,a pupila dilatava dirigindo-se a apenas um detalhe.O olhar não escondia-se mais,a maneira que se cruzavam nos corredores não negava o quão se atraiam..Não eram íntimos,nesta época,viviam de acasos.
As imagens misturavam-se,tudo permanecia embaralhado naqueles momentos que havia um tanto de calafrios nas pontas dos dedos como se houvesse algo que queriam liberar há séculos,a mão chegava se inquietar quando pensavam no quão perto estavam.
Não  imaginou-se em uma situação como aquela,era demais entender por que o seu rosto rubrico não conseguia encarar a verdade.O calor que sentia lhe percorrendo o corpo era intenso tão quanto a dor de um parto.
Sentou-se na varanda do décimo segundo andar e sentiu o vento que tanto pediu,passou entre os braços e seu cabelo,o mesmo trouxe o perfume ainda no seu corpo,respirou fundo e imaginou os lábios de quem estava desejando há tantos meses,tocando os seus,sua nuca,as mãos percorrendo o corpo,os gostos misturando-se.
Por meses fez com que aquilo se tornasse um sentimento deixado para o depois... decisão posterior,vai passar,se ajeitar,esquecer...Sinto lhes dizer,não passou.
No momento realizado,sentiu uma luz penetrando em seus olhos e um acalento enorme por ter finalmente feito,foi concretizado,aumentou,explodiu,beijou,tocou,arrastou para a cama,amou,por dias,meses e continua amando.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Você não quer se unir...sabe o que é cooperação?




-Melancólico demais,perturbar e agonizante ao extremo.Muda essa postura antes que tuas veias explodam de tanto rancor.Criando  historias obscuras e negativas,com um fundo de desespero,que quer ser expelido e não consegue.Querendo ou não,ninguém ouvira,as palavras são fracas demais,os pedidos pequenos e sem vida,repetitivos,chatos,quase banais...
Se tornou praxe reclamar e não agir...Tem medo de julgamento?
-Não,é fraqueza por não conseguir agir sozinha.
-Covardia,pura...
-Seria demais dividir as coisas que você já tem, cerveja, um par de tênis e um caos.Vamos sorrir e viver assim,aceitar tudo como fomos instruídos...Viver em paz,sem olhar pra trás,não reagir,sempre se omitir...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Free Fallin´


Deixar  o mundo para os tolos, para os grandes que são doutores na arte de enganar e sabotar, grandiosos, exageradamente ambiciosos quando se trata de conquistas, correm atrás de pedras negras e sujas. Nada os impede, não há porque, livres...até que ponto?
Alguns decidiram viver diferente, viajar maior. Acham mesmo que vão chegar,  jovens inocentes? Hora ou outra um fio de realidade vai bater em alguma porta sua porta, tentando lhes provar que estão alucinados, não adianta, momento ou outro se tornarão  igualmente sujos e corrompidos, tão quanto a humanidade que engatinhou, correu e esfarelou feito poeira cósmica.
Existem os falsos, que fingem ser como estes outros, a realidade é que mascaram sua podridão com frases feitas, ditos religiosos e um falatório interminável sobre moral e bons costumes.
Merda, essa moral é a mais suja que conheço.
Hey humanos, se a necessidade de mudança é tão urgente, porque suas ideologias não condizem com suas atitudes?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Diário manipulador




Brinquedos descartáveis,facilmente manipuláveis...Dou lhes diversão, casa, futebol de domingo e uma programação fantástica na televisão. Necessidades abstratas,desejo que as tenha,não importa como utilizá-las,você só precisa possuí-las.
O meu maior medo é que tenha tanto,que um dia chegue a implorar para nunca ter tido.Mas por fim,quanto mais se tem,mais quer.Não precisa pensar na sua existência,afinal você há de viver para mim.Nasceu aqui,criou-se assim,todos sempre meus servos,vez ou outra aparece uma ovelha negra,querendo me questionar,sabotar e quem disse que conseguem?Sou mais forte,o poder é todo meu.
Para não termos grandes problemas criei (e continuo) meios de lhes distrair...criei Deuses,para confortar aqueles que estão desesperados,mas na verdade sou o maior deles...sabe,todos vocês precisam,principalmente aqueles que vivem apenas,de ar e comida.Muitas vezes apenas de ar mesmo,mas é assim,uns morrem,outros vivem...
Na verdade,não é preciso me mover,aqueles que querem questionar,que querem mudar,instantaneamente são tratados com indiferença pelos demais.Eu adoro,sento e abro um belo sorriso sarcástico.
Criei o que chamam de diversão...mas procurando sempre os afastar,assim não criam laços fortes,prefiro que criem com outras coisas...
Criei um vasto campo de distrações,tudo para que não sejam mais profundos.
Sabe qual minha lei?Eu piso,mando e digo...algumas vezes,para se sentirem melhores e mais superiores,escolho alguns para pisar em outros...um ciclo interminável e delicioso,não acham?
Compaixão,pena,compreensão...o que é isso?Balela,é tudo mentira,não existem...nem o amor,nem nada.
Respeitável publico,bem vindo a fábrica de idiotas.Humanos pensam,sentem e questionam,maquinas obedecem.O interessante e mais saboroso é perceber que ainda acreditam que há alguma humanidade...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Não importa,porque sua vida corrompida te impede de enxergar além do que seus olhos vendados conseguem ver.

domingo, 26 de setembro de 2010

Do nada em mim o amor fez o infinito.



O maior e melhor gosto que alguém pode sentir é encontrado no contato que há de ter com o outro,mas não se trata apenas de desejo e satisfação pessoal,é maior e mais saboroso...
Conclui finalmente que mesmo com tantas incertezas de uma juventude conturbada e todo medo do que há de vir,a melhor das sensações presentes eu senti quando mal conseguia entender do que se tratava.Não há momento certo,nem idade,nem qualquer outro parâmetro traçado.
Se em algum momento aquilo que esperávamos tomou outro rumo foi por puro egocentrismo e desespero de um dos seres que compartilham tal sentimento.
Sua voz soa como minha música predileta, escuto...acalma,excita,acalenta e é a mesma que desperta sentimentos de fúria quando nega meu pedido.
Momento a momento minha boca pede para encontrar a sua.Perfeito seria te ter desde meu despertar até fechar meu olhos e adormecer ao seu lado,ouvindo sua respiração e de tão perto,tão junto,sentir cada pulsar de sangue.
No intimo,há uma única que sabe o que estou pedindo e pensando.E essa é você.
Não me importo mais com tamanhas negações ouvidas por uma sociedade envolvida em um manto escroto de pré julgamentos,porque há algo maior que estes não sabem sentir...
É difícil definir,o necessário para mim é pouco.Não somos propriedade,mas somos algo parecido com um só.
Quer mesmo saber?Não tenho dúvida alguma de que amo.Posso dizer com todas as letras que sou apaixonada,maluca,faminta por você.
Você deu cor para uma estrada em preto e branco,deu luz para o escuro que eu tanto temia,cuidou e cicatrizou feridas que talvez sem sua ajuda nunca seriam fechadas.Chorou,deu risada e segurou minha mão com toda força possível quando eu mais precisei.Eu te quero muito,te amo muito.


“Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você


Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você”

sábado, 18 de setembro de 2010

Tijolo com tijolo num desenho lógico.



Uma vida normal, família, amigos, sozinho.
Inúmeras amantes,estava no auge do seu vigor,uns 25 anos.
Drogas,bebidas,sexo,vida boêmia...Noites viradas um perfume forte.
Morava na grande cidade,gostava do caos,da loucura que o propiciava a ter atitudes inimagináveis.
Entre noite e outra costumava ir ao boteco ao lado do seu apartamento,Rua das Ilusões,de praxe pedia a mesma cerveja e a mesma porção.Geralmente não estava acompanhado,entre mulheres e outras no final de semana,o que gostava mesmo era do desapego.
Acendia seu cigarro,nos últimos tempos variava de um a dois maços por dia e sempre acabava ali,na mesma mesa.
Vivia  em prol do que todos vivem,dia e noite atrás de novos meios de conseguir...o seu único motivo para acordar cedo demais e ir dormir tarde...
Rotina, isso estava lhe perturbando, cada batida de relógio o fazia tremer em nervos naquele abafado e quente lugar de seus pesados dias.
Para tentar esquecer aquilo que estava lhe atormentando as ideias,saia afora por toda cidade e vez em quando conseguia um alivio em mais uma dose tomada ou no calor suplicante de alguma mulher.
Porem em uma inquieta madrugada, deitado em sua cama, tentou entender o que o levava a seguir esse ritmo,dia após dia.
Lembrou de quando era mais novo e queria fazer acontecer, acabar com as paredes de concreto e desmoralizar tudo que considerava errado demais.
Recordou-se do momento que percebeu que no fim das contas,não conseguiria mudar os fatos e que resolveu aceitar.
Trouxe de volta toda sua memória,refletiu...Traiu a si mesmo,se tornou mais um deles.
Desesperadamente levantou, olhou-se no espelho, passou a mão no rosto, sentiu gotas, sentiu rugas de cansaço, levemente tocou seus cabelos como se tocasse algo que jamais havia tocado. Arrependeu-se,queria voltar,viajar o mundo como havia prometido para seu primeiro amor.
Amor... não sentia esse gosto havia tempo demais. Desde que sua primeira não o quis,nunca voltou amar.
Lembrava com saudade dela, de tantas promessas feitas, mas logo esquecia, o sabor do carinho de alguém que ama não sentia havia tempos... não obtinha de nenhuma outra,por mais que buscasse,sabia que o simples fato de ter uma mulher em sua cama não o faria ser amado.
Tocou o espelho,passou os dedos fazendo uma curva em volta de sua sombra,fitou os seus próprios olhos,o desafiou.
Trouxe para si,cada promessa feita em um momento de sua vida que  perdurava a ingenuidade e a paixão.
O tempo havia lhe mostrado que o real mundo não é maravilhoso quanto imaginava em seu tempo antigo,mas sabia que muito podia ser feito para ser diferente.
Os dias se seguiram,parecia que haviam lhe dado um choque,tal que o fez estremecer por inteiro.Por algumas manhãs se questionava antes de se enfiar naquele inferno social,mas não podia parar...Não podia até quando decidisse ir para muito longe.
Começou fazer o que achava certo e foi questionado...seus amigos não entendiam suas recentes decisões,suas mulheres não entediam o porque de tanta rejeição.
Começou achar graça no que considerava monótono,ler livros que não falavam de economia e sim,de artes e revoluções.
Quando ouvia uma musica,achava sentido.
Na verdade o homem estava,de fato,se tornando humano.


domingo, 12 de setembro de 2010

Então despertar sua vontade.

Era uma garota comum,naquela fase de “tenho que ser mas não sou”como todas as outras...desajustada...bom,pelo menos no meio em que vivia.
Não era acostumada a certas coisas, achava que era madura demais,que conhecia a vida,que passara por dificuldades suficientes mas a verdade era que se chocava com miúdos.
Ela se enganava, era jovem demais, despreparada, fechada... Não contava a ninguém aquele desejo que lhe ardia a garganta.
Havia desejo, havia medo ,tudo que lhe cercava parecia grande demais.Percebeu que se fechava em um ciclo,de muita imaturidade e incertezas.
Em uma noite, afundada em uma poltrona com um gosto amargo na boca e sozinha, olhando entediada para aquela mesma programação alienante de todos os seus cansativos dias ,daquela merda que chamavam de cultura ,percebeu que talvez todo aquele modo de viver lhe fosse imposto e enfiado na cabeça de cada novo ser da terra.
Os minutos voaram ,a noite virou dia,as flores cresceram,o mar avançou e algo se tornou muito mais doce.
E assim resolveu ser ela ,sem mais.Resolveu ser humana e não maquina.Resolveu sentir o gosto e não engolir em seco,passou sentir,tatear cada textura e entendeu.
Deixou algo para trás,queria entender o novo,olhava o mundo detalhadamente,com curiosidade,o mesmo que antes lhe aparentava nenhuma cor agora lhe parecia simples e atraente demais.
Isso lhe embaralhava as ideias,mas também lhe causava muita sede.
Em surtos repentinos lhe passava na cabeça:"é que as vezes me da uma vontade de viver".
Tirou toda poeira impregnada de seus ombros,sem se importar,não queria ouvir mais nada,parâmetros deixou de lado,começou viver paro o amor,começou gostar de pessoas e não de sexos,enxergou o outro e em alguns momentos sentiu tristeza.
Deixou seus desejos ardentes escaparem pelos seus olhos,sua boca,por cada ponta de seus dedos e toda aquela vibração que tão contida estava, mandou para o universo como uma bomba de gás que lhe asfixiava havia muito tempo.
E mais,notou que ninguém,nada,pode interferir na vida de outro.Seja humano ou animal.Matéria ou espírito.
Sentiu vontade de viajar,conhecer outros tipos,respirar um pouco de um ar mais úmido e as vezes procurava por um ar mais seco.
Saiu pelas estradas pedindo carona,queria ver pessoas.Nessa viagem,muito deu errado.Passou por momentos que não sabia como sair,mas que muito lhe fizeram perceber que nem sempre tudo caminha de acordo com suas vontades,pensou: “o mundo não é lindo e fresco como os românticos fazem parecer.”
Essa garota cresceu e gritou em cada parte: “E sai da minha frente,porque é como dizia o coelho branco...é tarde,é tarde,é tarde é muito tarde.”

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Retrato em preto e branco.

Disseram-me que tenho seus olhos,que o formato do meu rosto e o jeito como eu ando se parece com o seu.
Faz pouco tempo mas cada dia sua imagem se afasta um pouco mais da minha lembrança.
Hoje eu senti sua falta quando olhei seu retrato em meu quarto,lembrei-me de todas as vezes que cuidava de mim quando eu chorava por motivos banais,sem saber que eu teria motivos muito maiores para chorar.
Senti vontade de te abraçar e sentir o seu perfume,que eram os melhores que conhecia.
Hoje isso tem um nome: saudade.
Saudade maior do mundo é essa que sinto.
As suas palavras transcritas por outro me fazem acreditar que você esta bem,que nos quer bem.
Eu te amo meu eterno.

domingo, 5 de setembro de 2010

Tumultue os corredeores da vaidade.

Nós perdemos.Perdemos a essência.
Achando que estamos ganhando,mas na verdade o homem sempre perde..Ironia?
E a cada geração tudo se dispersa,feito aquelas cinzas jogadas sabe-se lá aonde.
O mundo fala tanto,sussurra em berros pedindo para que parem...
Pedindo que deixem de ser assim,mas não notam que quem os faz,somos nós...
Ai,por toda contradição humana,aonde acham que vamos parar?
Os modernos se dizem tolerantes...tolerantes a que mesmo?
Hum,maldita hipocrisia...Clichê?Hipocrisia é um belo,de um puta clichê.
E é por isso que existimos,jovens...melhor que nós?Ninguém.
Gritem.Mudem.Joguem de lado aquilo tudo preso em sua mente.
Abra,expanda,deixe entrar aquilo que realmente vale a pena...
"Young man, control in your hand
Slam your fist on the table and make your demand
Take a stand
Fan a fire for the flame of the youth
You´ve got the freedom to choose
Better make the right move
Young man, the power's in your hand
Slam your fist on the table and make your demand
You gotta make the right move"