Amanheceu na capital,a fumaça recobre meus pulmões,mas os filetes de luz que passam entre as frestas da janela,me fazem enxergar que o repugnante ainda tem sua beleza.Mas qual seria?
Levanto,num ciclo interminável me preparo para encarar o dia que segue há algum tempo,sendo que sinto-me cansada em um período de vida que é apenas o começo.Elevo meus pensamentos longe,tão distante que sinto minha visão embaçar:
“Ultimamente tenho vivido entre o real e o imaginário,partículas de dualidade,como o fel e o mel,trago em mim aquilo que eu gostaria de ser e não o que sou,trago um mundo que eu gostaria de viver e não no qual vivo,transformo pessoas de acordo com minhas vontades,que são vontades coletivas.
Puxo,trago e solto a fumaça das minhas demências.Não creio que seja impossível,mas não pode funcionar de acordo com o que eu pretendo viver,talvez minha visão ande destorcida perante padrões da maioria,não conseguir me encaixar num pensamento de massa e questionar diariamente porque os seres humanos preferem viver se auto destruindo é algo que incomoda,a realidade é que eu gostaria simplesmente me calar e aceitar.Seria essa a verdade?Eu gostaria mesmo de manter-me conformada?
O homem costuma gabar-se por ser o único animal racional no planeta,mas aonde encontra-se tamanha racionalidade?”
Há algum tempo que tem acontecido esses diálogos,mas sigo em frente.Visto minhas roupas,fardos pesados de tipos traçados por outros,lanço sorrisos.Mas quero correr,encontrar o caminho adequado,onde pessoas não vivam em bolhas e sim em mares abertos.
Não crio verdades absolutas,mas para mim,fazem completo sentido.O raio caiu em minha cabeça,distorceu minha visão,pensei que estava enlouquecendo,mas genuinamente encontrei a verdade humana,dentro de mim,quando o mesmo cair em sua cabeça,vai notar quanto tempo foi perdido,repetindo os mesmos erros do resto da humanidade e perceberá que perdeu uma jornada inteira com objetivos descartáveis, por isso,eu espero que o raio caia logo na sua cabeça...

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