terça-feira, 2 de novembro de 2010

No giz do gesto o jeito pronto.

Não era no coração,era na barriga...penetrava em sua boca,sentia coçar até chegar no estômago,formigando,um ardor que fazia a mente trabalhar,esvaziando-se,aproximando-se mais dela,a pupila dilatava dirigindo-se a apenas um detalhe.O olhar não escondia-se mais,a maneira que se cruzavam nos corredores não negava o quão se atraiam..Não eram íntimos,nesta época,viviam de acasos.
As imagens misturavam-se,tudo permanecia embaralhado naqueles momentos que havia um tanto de calafrios nas pontas dos dedos como se houvesse algo que queriam liberar há séculos,a mão chegava se inquietar quando pensavam no quão perto estavam.
Não  imaginou-se em uma situação como aquela,era demais entender por que o seu rosto rubrico não conseguia encarar a verdade.O calor que sentia lhe percorrendo o corpo era intenso tão quanto a dor de um parto.
Sentou-se na varanda do décimo segundo andar e sentiu o vento que tanto pediu,passou entre os braços e seu cabelo,o mesmo trouxe o perfume ainda no seu corpo,respirou fundo e imaginou os lábios de quem estava desejando há tantos meses,tocando os seus,sua nuca,as mãos percorrendo o corpo,os gostos misturando-se.
Por meses fez com que aquilo se tornasse um sentimento deixado para o depois... decisão posterior,vai passar,se ajeitar,esquecer...Sinto lhes dizer,não passou.
No momento realizado,sentiu uma luz penetrando em seus olhos e um acalento enorme por ter finalmente feito,foi concretizado,aumentou,explodiu,beijou,tocou,arrastou para a cama,amou,por dias,meses e continua amando.

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