Na maior parte do tempo atento fora, de mim, sem porque, falo, penso, se assim posso chamar e me coloco no automático. Me mantenho em paralelo. Passa horas frente, inventada, atitude mental e não física.
Canso mas me calo, quero agir e paro, qualquer grito ou fala, engulo seco, derrapa pelo rosto água, salgada. Perdem-se no chão, sorrisos, ideologias, mudança.
Tento me chamar, sempre me perco, nunca me acho, volto atrás. Busco, procuro manter pouco, mas não admito, nunca, coloco meus clichês em baixo do braço e finjo normalidade, formalidade com a sociedade, simpatia com a paciência , que não tenho.
Frases do sangue que guardo e não manifesto. Que arde no corpo e gela a pele. Corre descontrolado e perde o ritmo.
Rasgo meu temor, planejo, vivo e levo , empurro, me despeço. Me preocupo, desperto na manhã quente e com relógio de repetição, tic tac, tic tac, passa o tempo, quem inventou a hora? Não vivemos, sobrevivemos, somente. Olho o sol, é uma bomba, queima a pele, mas não foi ele que inventou, foi o homem. Moderno? Que banal, modernidade não é nada perto do retrocesso mental.
Buum, buum, pânico na cidade, a policia persegue o estudante, o bandido luta contra ferramenta social, o burguês descontrolado, o morador de rua , cachaça.
Teorias, terapias, conturbações orgânicas, caos urbano, matança no campo. Para onde? Para que? Pensa, pensa, pensa...Volto e esfaleço em pó, sem resposta. Sem questão, mentira, realidade, pouco caso, pequeno apático, cidadão em questão, mas quem habita? Querem sistema, controle, perdição, desigual, banal. Liberdade? Onde fica a casa da importância?
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