Busquei me completar e no desenfreio, sem querer, entrei em algum beco sem sentido, com volta programada.
Tentei achar em outro o que deveria manter desacompanhada, sem condição de ajuda, nula.
Não percebi e desperdicei dentro de mim, aquilo que um dia tentou ir embora, mas voltou. Realmente? Sempre fez parte do inteiro.
Joguei aos animais que ainda rugem inteiramente nas veias, no sangue, não mais quente, agora frio, pouco que ainda restava do passado, não conseguiram devorar, o gosto é descontroladamente forte.
Calei , como se pudesse de alguma forma me tornar indiferente ao que sinto, mas nunca, apenas ignorei.
Sem conseguir levar-me onde quero estar, abro essas portas, fito os corredores e tenho medo de sair. Mantenho-me aqui há anos, sem diferenças, assim, sem fim.
Converso com roupas amassadas, seus relógios travados, disperso, sem atenção, sem condição de lembrar.
Escuto você me colocar no colo e acalmar:
“Agora eu era o rei, era o bedel e era também juiz e pela minha lei, a gente era obrigado a ser feliz. E você era a princesa que eu fiz coroar....Vem, me dê a mão, a gente agora já não tinha medo, no tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido...”
Desenho frestas dos olhos, de quem, observa de longe e sinto saudade, do único, que um dia, chamei de meu, aquele que me deu vida.

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