quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Meu palco



De frente, olhar no espelho, trêmulos vinhos encaram o reflexo dizendo quem deve se tornar, deixar de ser, o que almejar.
As pernas bambeiam e tentam seguir espaços distintos, forças da vontade que são obstruídos em um mundo que tudo é pronto, fácil, mas profundamente é aparência, não tão simples, a sabedoria é comprada e o tempo é ilusão. Opções que cercam e mentem.
Sentar confortavelmente no sofá e imaginar o que poderia ser, mas não é. Sentir a força virando lama, revoltar-se em vão, lembrar que inclusive a inteligência é manipulada e vale caro.
Então sonhar para poder crer, imaginar para mudar, mas levantar e respirar fundo. Gritar as verdades, as nossas. 
Viver em busca, ou em nada. Sorrir, contudo há sentido. Voltar, rever a imagem do passado, lembrar os sonhos da inocência, o sussurro leve da menina que cantava:
- "Saiba o caminho é o fim mais que chegar."
E viver e viver e viver...








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