quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Fratura (não) exposta


Avenidas velozes, bairros parados, esquinas desiguais e templos fechados.
Passo entre carros e rostos exaustos, desenfreados.
O dia prossegue, povos de alarde esfumaçam o céu.
Zepelins, na cidade que não para, jogam no ar frases avulsas de alerta que tentam se acoplar em cabeças restritas as quais desviam com aspereza.
O dono da verdade é um eterno enganador e os senhores da mudança são fundadores de ideologias falhas.
Subversivos se tornam enfim iguais a todos, que são peças e não sabem que jogam.
Ultra-modernos, ultra-passados, movimentos de ignorância, banalidades.

-Olha só, quantos homens sem gosto de viver, fazendo status e imagens de porcelana.
Irônico, vivem a espera de nada, aquele tudo que vem em notas novas.
Veja só, o homem nasceu para traçar paralelo com o mundo e  não fazê-lo sua propriedade.
Inusitado ou óbvio, evoluem materialmente retrocedem mentalmente. 



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