Avenidas velozes, bairros parados, esquinas desiguais e templos
fechados.
Passo entre carros e rostos exaustos, desenfreados.
O dia prossegue, povos de alarde esfumaçam o céu.
Zepelins, na cidade que não para, jogam no ar frases avulsas
de alerta que tentam se acoplar em cabeças restritas as quais desviam com
aspereza.
O dono da verdade é um eterno enganador e os senhores da
mudança são fundadores de ideologias falhas.
Subversivos se tornam enfim iguais a todos, que são peças e
não sabem que jogam.
Ultra-modernos, ultra-passados, movimentos de ignorância,
banalidades.
-Olha só, quantos homens sem gosto de viver, fazendo status
e imagens de porcelana.
Irônico, vivem a espera de nada, aquele tudo que vem em
notas novas.
Veja só, o homem nasceu para traçar paralelo com o mundo e não fazê-lo sua propriedade.
Inusitado ou óbvio, evoluem materialmente retrocedem
mentalmente.
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