Foi aqui, senti a carne rasgar.
Surtiu todos os defeitos e o feito não se acaba.
Dentro se afoga mentiras mal colocados por nós. Bem sei, suas inverdades habitam espaços entre nós na mesma medida que as minhas.
No antes acreditei não surgir nunca mais dentro de outra, é claro, amei outra vez.
Rápido se fez meu sorriso no seu em momento que desabitei minhas convicções. Efêmeras essas.
Me fez menos ao se colocar a frente do meu olhar desprovido de certezas.
Sua língua, que tanto tocou meu sexo, sugou ódio e arremessou em nós. Quebrei.
Sutileza apagada dentro do que vivemos. Descarte de amantes.
Sujeito que submete seu eu por dois, no fim, deixa.
Eis eu que me convenço com pouco, caio aos prantos com seu negar, amoleço fácil na sua boca.
Meu abraço tem encaixe programado, seu colo abriga meu carinho.
Deixar quando não se aguentam as palavras ruins na garganta, quando os corpos se encaixam e em uma virada se repelem e descansam a sós.
Profunda dor. Rostos colados em desdém.
Sufoco meu sofrer para que o seu seja maior.
Suponho segurança dentro da trincheira de nós. O vaco sempre me coube bem.
Espero sua despedida.
E aqui sabemos o fim.
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Se cala porque teme, só o faz por se julgar menos.
Sei mais que nada, tanto quanto outros que tudo sugam e se mantem intactos em suas fagulhas confortáveis de medo e pouca noção de quem são.
Um relance do que acreditei, um trato mal surrado de verdade.
Que me rasga hoje em sete pedaços vingados, meu vento distante.
Ousou me maldizer a vida, que essa ainda se arrisca a me fazer sorrir. E preciso.
De risco, tanta fala de convicção que se esvai, veja onde se faz parar.
Sombrear o peito, sugerir meus olhos ao longe.
Me rir, por fim, para não de lágrima sofrer.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Foi na noite que descobriu o colo nu, esse sexo vetado.
Se ao menos tivesse afora questões de uma liberdade pouco executável.
Murros no seu eu - surrou mentiras narradas - selou os muros do seu eu.
Que esse corpo não é homem invertido, criada e feita.
Quase insuportável por todos os termos comuns, por tantas ofensas.
Assim, agora habita.
A todo tempo que te pedem medida, não foge, se ergue.
Não se faz des-pensar.
Que a recusa seja presente em torno de tanto deles sobre nós.
Se ao menos tivesse afora questões de uma liberdade pouco executável.
Murros no seu eu - surrou mentiras narradas - selou os muros do seu eu.
Que esse corpo não é homem invertido, criada e feita.
Quase insuportável por todos os termos comuns, por tantas ofensas.
Assim, agora habita.
A todo tempo que te pedem medida, não foge, se ergue.
Não se faz des-pensar.
Que a recusa seja presente em torno de tanto deles sobre nós.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
T.
Todas as bocas que tocaram seu rosto, cada segredo destilado no tempo de quem acreditou sem medo, hoje são nada, nostalgia de quem esqueceu de amar. Sei que teu corpo abriga além de restos de nicotina e sonos fracos, um terço de rancor e angustia por cada um que lhe deixou sem chão.
O amargo te cai bem e agora, cada qual que você trocou por afeto efêmero nessas ruas da nossa cidade caída, de lábios que te encostaram por satisfação comprada, por tanto, sei que sente e te culpa nesse período de solidão. Ser só é assim, bem sei.
Cada madrugada que acordo de olhos arregalados no meu suor noturno, me sinto menos que a anterior. Procuro vocês dois nas camas vazias do meu lado, jogo o braço de olhos fechados, tento encontrar alguma sobra no meu travesseiro. Me lembro quando culpou a moral imposta dentro desse caos, sem saber que nada tinha com isso, era só amar com entranhas a quem lhe deu o minimo, como nós.
Fico aqui e a mim as imagens são insuportáveis, quase projetadas no teto rachado do corredor e do nosso quarto e penso no seu medo, no meu medo, esse que nos faz em prantos quando o peito afunda e o ar quase acaba. Ele também foi embora, te conto já que não se importou em saber, não suportou olhar seus desenhos na parede da sala, nem se sentar ao meu lado no sofá. Perdi as contas de quantas vezes tentamos mudar a posição dos móveis, jogar roupas suas aos poucos fora, esconder as fotos na garagem com panos velhos, suas mentiras não nos deixaram seguir. E muito mudou desde aquele dia, somos outros agora.
Se hoje me entrego a tantos é por ter amado demais e me cuidado de menos. Em cada abraço um pouco de afeto, busco em cada canto.
Me maltrata aqui de longe quando escreve assim, me quebra em fagulhas não poder estar ai, mesmo depois de tanto.
Todas as bocas que tocaram seu rosto, cada segredo destilado no tempo de quem acreditou sem medo, hoje são nada, nostalgia de quem esqueceu de amar. Sei que teu corpo abriga além de restos de nicotina e sonos fracos, um terço de rancor e angustia por cada um que lhe deixou sem chão.
O amargo te cai bem e agora, cada qual que você trocou por afeto efêmero nessas ruas da nossa cidade caída, de lábios que te encostaram por satisfação comprada, por tanto, sei que sente e te culpa nesse período de solidão. Ser só é assim, bem sei.
Cada madrugada que acordo de olhos arregalados no meu suor noturno, me sinto menos que a anterior. Procuro vocês dois nas camas vazias do meu lado, jogo o braço de olhos fechados, tento encontrar alguma sobra no meu travesseiro. Me lembro quando culpou a moral imposta dentro desse caos, sem saber que nada tinha com isso, era só amar com entranhas a quem lhe deu o minimo, como nós.
Fico aqui e a mim as imagens são insuportáveis, quase projetadas no teto rachado do corredor e do nosso quarto e penso no seu medo, no meu medo, esse que nos faz em prantos quando o peito afunda e o ar quase acaba. Ele também foi embora, te conto já que não se importou em saber, não suportou olhar seus desenhos na parede da sala, nem se sentar ao meu lado no sofá. Perdi as contas de quantas vezes tentamos mudar a posição dos móveis, jogar roupas suas aos poucos fora, esconder as fotos na garagem com panos velhos, suas mentiras não nos deixaram seguir. E muito mudou desde aquele dia, somos outros agora.
Se hoje me entrego a tantos é por ter amado demais e me cuidado de menos. Em cada abraço um pouco de afeto, busco em cada canto.
Me maltrata aqui de longe quando escreve assim, me quebra em fagulhas não poder estar ai, mesmo depois de tanto.
Sinto muito por você.
Alice
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Alice,
Hoje senti tudo rasgar forte do lado de cá, mas me inclinei para o alívio que é corriqueiro depois da dor. Nada mais sereno nem menos que real e a parte de mim, extrai todo amor que poderia.
Noites em claro passaram, deixei as portas encostadas no apartamento, esperei um, me ofereceu um tipo novo que me entreguei em troca de algumas moedas baratas. Invadiram outros e cada qual que me tocava ansiava que fosse ela. Foi quando veio, depois de dias sumir, seguida de lábios espalhados por bocas que prometeu não amar, assim como não fiz a nenhum deles. Sorriu abrasada, colou os dedos na minha nuca, proferiu saudade.
Em cada canto de amantes todo beijo é passante, então perto é o suficiente e me faço assim, uma mentira, exatamente o que alguém como eu precisa.
Em cada canto de amantes todo beijo é passante, então perto é o suficiente e me faço assim, uma mentira, exatamente o que alguém como eu precisa.
Surgir imerso no sentimento vago, ultrapassado, é obscuro, é aflito. Sinto que tentei como se fosse pouco, como fosse nada, mas Jodie arrancou meu sangue com a mandíbula.
E a quis como nenhuma outra.
Pela manhã arranhada, sufoco as minhas verdades em troca de nulidades e deposito nela toda perspectiva de que o amor há de curar qualquer pranto.
Diria você, se ao menos tivesse aqui, paixão nada cura, só contempla o vazio da existência.
Sinto pela nossa distância
T.
T.
Gostos e toques amargos, insípidos, mal arranjados.
Suores vagos, desperdiçados com movimentos alternados entre o comum e o nada.
Jogo perdido para os grandes de mãos orquestradas.
Santos pedidos nas casas de tantas pernas fadigadas, dos dedos calejados, rostos enrugados.
Sonos passados de faca a tiro.
O solo roubado, vida contrabandeada, o corpo flagelado.
Passos andados inverso. Verso. Inverso de mim.
Suores vagos, desperdiçados com movimentos alternados entre o comum e o nada.
Jogo perdido para os grandes de mãos orquestradas.
Santos pedidos nas casas de tantas pernas fadigadas, dos dedos calejados, rostos enrugados.
Sonos passados de faca a tiro.
O solo roubado, vida contrabandeada, o corpo flagelado.
Passos andados inverso. Verso. Inverso de mim.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Me disseram que a vida é bela, trapaça, é bonita quando quer e a quem a interessar. Aos de existência miserável, nada. É baixa por arrancar sorrisos doídos em meio ao barulho impenetrável dos que vivem no topo.
Tenho uma alegria, ou metade disso, mas a grosso modo a mente agoniza sozinha. Era fácil quando os santos ouviam nossos pedidos. Sinto muito por nós, sinto muito por você, sinto muito e é por tal que não anulo o anulável como os demais de cabeças retidas. Assim corro, mal durmo e me alimento dos restos dessas escolhas forçadas.
Se me foi tirado o rosto iluminado, é porque viver nessa cidade é não viver. Fazemos parte do medo da faceta suja do que exaltam - e nós absorvemos por osmose. Sei que vou aguentar calada mesmo com a mente surrada e com cada pedaço oco. Vou sorrir torto, gargalhar sem esperar nada e fingir que aqui nada é bagunça e meu pensamento não é feito de malha embaraçada. E esses corpos continuarão inertes a qualquer agressão, mas por dentro gritam toda raiva engasgada.
Tem dias que o ar é denso e a vontade de levantar é falsa, nesses estalos quero colo e cama, mas me dou conta que crescer pede força, e essa me falta. Uma mão para dividir o peso das fases erradas.
A calma é efêmera, me faz desasosegar em falhas de minutos, caminha longe e não lembro quando esqueci o que era ter um pouco aqui dentro. Deixa fel socado esófago abaixo e fico imersa em contradição por querer ser menos eu em algumas horas do ano. Não posso ser mais outra e menos eu. Não posso.
Pedaços mal fixados nessas pessoas uníssonas, sobrecarregadas como eu, como você, sem culpa por passos repetidos. Esses modos são doentios. Sei que adoeço junto e por adoecer me maltrato quando não reajo ao que não posso, ou posso, ceder.
Nos sentamos lado a lado na sala de domingo e esperamos um respingo, um algo, que preencha esse vazio. E que assim eu possa sorrir aliviada, um riso de verdade, que não me divida entre dor e melancolia exacerbada, porque no fundo existe contentamento encoberto por sofrimento precoce de uma pessoa cansada.
Tenho uma alegria, ou metade disso, mas a grosso modo a mente agoniza sozinha. Era fácil quando os santos ouviam nossos pedidos. Sinto muito por nós, sinto muito por você, sinto muito e é por tal que não anulo o anulável como os demais de cabeças retidas. Assim corro, mal durmo e me alimento dos restos dessas escolhas forçadas.
Se me foi tirado o rosto iluminado, é porque viver nessa cidade é não viver. Fazemos parte do medo da faceta suja do que exaltam - e nós absorvemos por osmose. Sei que vou aguentar calada mesmo com a mente surrada e com cada pedaço oco. Vou sorrir torto, gargalhar sem esperar nada e fingir que aqui nada é bagunça e meu pensamento não é feito de malha embaraçada. E esses corpos continuarão inertes a qualquer agressão, mas por dentro gritam toda raiva engasgada.
Tem dias que o ar é denso e a vontade de levantar é falsa, nesses estalos quero colo e cama, mas me dou conta que crescer pede força, e essa me falta. Uma mão para dividir o peso das fases erradas.
A calma é efêmera, me faz desasosegar em falhas de minutos, caminha longe e não lembro quando esqueci o que era ter um pouco aqui dentro. Deixa fel socado esófago abaixo e fico imersa em contradição por querer ser menos eu em algumas horas do ano. Não posso ser mais outra e menos eu. Não posso.
Pedaços mal fixados nessas pessoas uníssonas, sobrecarregadas como eu, como você, sem culpa por passos repetidos. Esses modos são doentios. Sei que adoeço junto e por adoecer me maltrato quando não reajo ao que não posso, ou posso, ceder.
Nos sentamos lado a lado na sala de domingo e esperamos um respingo, um algo, que preencha esse vazio. E que assim eu possa sorrir aliviada, um riso de verdade, que não me divida entre dor e melancolia exacerbada, porque no fundo existe contentamento encoberto por sofrimento precoce de uma pessoa cansada.
sábado, 15 de março de 2014
Alto é o som desses torpes que não comem calados.
Estômago acelera e olhos caem ao chão. Minha boca sente pressa.
Mãos embrulham, corpo transpira, garganta gelifica.
Mediocridade adoece mais fundo que pontada de faca.
Dor choca entranhas, corroi a mente, sufoca o pulso.
Agrura poda vontades, pesar estagna.
A espera se torna indiferente dentro da hora que passa em olhos vidrados, arrepia a fala imobilizada.
É pela vida engasgada, contida.
Me doi aqui.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Soube que é fria como textura da pele de gente morta. Nunca toquei na pele de defunto, só da tartaruga da infância que sempre foi gelada e fedida - ficava na água verde - e ele não limpava o aquário há semanas antes da morte súbita da tartaruga ilegal que morava em casa. O Ibama não bateu lá e hoje sou vegetariana. Falsa.
Nada - até então- foi mais frio que o dia da morte dele que eu amava. Era praia no dia um, verão - sarcástico - e eu ainda sorria fácil com os olhos. Entrou luz pelos espaços da veneziana da edicula, me contorci no colchão no chão e escutei vozes afobadas - abafadas. Acorda ela e diz que é pro café. Chegaram na porta da casa - na lembrança truncada as paredes eram tão cinzas quanto o dia- tudo que eu queria era dormir. A madrugada foi bem longa - bebia precoce e fumava na encolha. Nesse tempo sequer desconfiava que a estrada tem fenda de sobra. Caminhei pelo corredor estreito do quintal e entrei na cozinha descalça, mesa do café posta e ninguém - quase desconhecidos - estava sentado em qualquer cadeira comendo pão e sorrindo no ano novo. Faces derretidas com um fundo de pena sem jeito ficaram espalhadas pelas poltronas e em um pequeno sofá da sala repleta de maresia. E pela janela - atrapalhada pelas grades - eu a vi ali fora, fazia sabe lá o que, com nem um terço da minha família recostada no carro. E veio um turbilhão na minha mente malacaba - aconteceu com ele - eu sabia. A última vez que o vi foi na entrada do prédio em São Paulo. Magro - as roupas chegaram largas e amassadas, o cabelo baixinho e enrolado com entradas de idade e barba mal feita - feição apática, sem ar - tirou o meu sossego. Mal sabíamos o que dizer. Vou ficar bem. Fica bem, eu te amo. E ele saiu pela porta de vidro enquanto eu chorava. Não chora, fico bem, prometo. Solucei engasgada - medo - nunca olhei tão profundo sem enxergar nada de esperança naqueles olhos que costumavam carregar um tanto de conforto junto com os braços largos e o corpo desajeitado. E ela entrou com um olhar que me destilou lágrimas junto com o melhor abraço que conheço - o meu abraço de todas as manhãs - e não sabia como dizer. Ele agora está no colo de Deus. O deus - esse que a fé me quebrou e que a história ensinou - minha filha, poderoso mesmo é a meia duzia que suga a humanidade. Quem sabe exista uma Deusa - nós mesmas - quem sabe. Ele está morto - óbvio - e eu sabia a quem o pronome se referia. E não foi súbita igual a tartaruga de água suja - estava tudo numa especie de imundice - e que culpa tem quem se quer livre - e saiu da submersão turva.
Descobri dias lentos - desvendei tanto que hoje se faz nada - tanta metamorfose - a existência é insensível.
É gélida como pele de gente morta.
Nada - até então- foi mais frio que o dia da morte dele que eu amava. Era praia no dia um, verão - sarcástico - e eu ainda sorria fácil com os olhos. Entrou luz pelos espaços da veneziana da edicula, me contorci no colchão no chão e escutei vozes afobadas - abafadas. Acorda ela e diz que é pro café. Chegaram na porta da casa - na lembrança truncada as paredes eram tão cinzas quanto o dia- tudo que eu queria era dormir. A madrugada foi bem longa - bebia precoce e fumava na encolha. Nesse tempo sequer desconfiava que a estrada tem fenda de sobra. Caminhei pelo corredor estreito do quintal e entrei na cozinha descalça, mesa do café posta e ninguém - quase desconhecidos - estava sentado em qualquer cadeira comendo pão e sorrindo no ano novo. Faces derretidas com um fundo de pena sem jeito ficaram espalhadas pelas poltronas e em um pequeno sofá da sala repleta de maresia. E pela janela - atrapalhada pelas grades - eu a vi ali fora, fazia sabe lá o que, com nem um terço da minha família recostada no carro. E veio um turbilhão na minha mente malacaba - aconteceu com ele - eu sabia. A última vez que o vi foi na entrada do prédio em São Paulo. Magro - as roupas chegaram largas e amassadas, o cabelo baixinho e enrolado com entradas de idade e barba mal feita - feição apática, sem ar - tirou o meu sossego. Mal sabíamos o que dizer. Vou ficar bem. Fica bem, eu te amo. E ele saiu pela porta de vidro enquanto eu chorava. Não chora, fico bem, prometo. Solucei engasgada - medo - nunca olhei tão profundo sem enxergar nada de esperança naqueles olhos que costumavam carregar um tanto de conforto junto com os braços largos e o corpo desajeitado. E ela entrou com um olhar que me destilou lágrimas junto com o melhor abraço que conheço - o meu abraço de todas as manhãs - e não sabia como dizer. Ele agora está no colo de Deus. O deus - esse que a fé me quebrou e que a história ensinou - minha filha, poderoso mesmo é a meia duzia que suga a humanidade. Quem sabe exista uma Deusa - nós mesmas - quem sabe. Ele está morto - óbvio - e eu sabia a quem o pronome se referia. E não foi súbita igual a tartaruga de água suja - estava tudo numa especie de imundice - e que culpa tem quem se quer livre - e saiu da submersão turva.
Descobri dias lentos - desvendei tanto que hoje se faz nada - tanta metamorfose - a existência é insensível.
É gélida como pele de gente morta.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Escuta.
Vi seu rosto amargo antes de ir. Pouco antes do final de
tarde. Era o limite do começo do fim.
Sobre o amor. Beijos no pescoço. Dedos nos fios de cabelo.
Sorrisos nos feixes de silêncio.
Seus braços no meu corpo. Os abraços
de luz baixa. No meu colo seu rosto.
Sua boca fraqueja em meio. Engano. Sentimento vago.
A mentira te
barra. O afeto te assusta. Insegura.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Fraqueza reage sob o peito em vista do que disfarço.
Surrados.
Insatisfação satisfatória degenera dias e perfura personas
que se acomodam nos vagões tintos.
Personas vastas. Acabadas. Visão opaca.
Viver em questão. Servos rotineiros. Sorridentes apunhalados
por trás.
Aliviar essa dor. Dor por não ter chão. Fome para quem tem
sede de ódio. Perfura fundo.
Sobre-viver essa degradação cinza. E nos rebatem. Nos abatem.
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