sábado, 30 de junho de 2012

Díspar


    Ser humano é ser ela, ele, elas, eles.  


De quem é a culpa se agem de maneira que a fizeram ser e se quer conseguem subverter uma ordem de seres que se gabam por tantos fazeres, por fim inúteis, por caminhar em duas patas, enfim tão iguais a tantos animais?
Não enxergam que nutrem um vida em vão deixando-se tratar com submissão, esse luto e terror internos são tão bem camuflados por quem leva seus dias de mentiras disfarçadas, que tentam preencher o vazio dessas mentes desfocadas com ideias pré formuladas.
A culpa é de quem se suas bases são a próxima coleção, vida padrão, status imundo, as superfícies particulares que tentam atingir um protótipo tão decadente? 
O espelho esconde suas verdades,  seus corpos não deveriam abrigar uma mudança que grita mas permanece renegada em um canto.






sexta-feira, 1 de junho de 2012

Humanoides

Escrevem no asfalto em giz branco todas as suas metades, mas nenhum ninguém tem olhos que enxergam, acaba transformado tudo em  zero, mal se mistura com o vento, ficam soltas, vazias, sem ar. Tamanha convicção que as mãos ficam em punho, resistência, a boca trancada, não adiantaria clamar e as outras visões embaçadas.
Quantos passam e se quer avistam estes que desenham veraz nos muros e derramam óleo quente em tantas vidas análogas, é que o relógio tem pressa, a carne exposta não incomoda nem os faz mudar e a queimadura faz parte do dia de quem permanece de tapa olho. Existem tantas mentiras provocadas por quem tem intenção, absorvidas por tantos que passam os dias em vão e mostrar a verdade é  demência , é confusão.


- Me diz, quanto é que vale sua ilusão?