sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A mesma grana que compra o sexo, mata o amor

Menina doce foi embora, as luzes da cidade atravessaram os olhos, mas envenenaram seus sonhos.
São Paulo engana, prive imundo, descobriu seu jeito de ganhar o pão que come, pó que consome e faz esquecer a vida que carrega, não tem opção, perdição.
Espera o fim do sofrimento, cada hora um homem, vazios sem nome, solitários violados, mulher produto, amor rasgado.
Os becos fundos sem corrida, trocados de violência, povo sem essência.
 Desgastada, quanta lágrima violentada e esboçada em desdém, finge feito artista.

- Só mais uma vez....

sábado, 19 de novembro de 2011

Pra lembrar de nós


Pois desabei em cisma de insistir e dizer que é só você que faz o meu bem querer.
Que te procurei em qualquer rosto, em todo gosto.
E foi que assim decidi  dormir e sonhei que contava sobre nós, e ouvia gente maldizer que era ilusão.
Se fosse meu amor, para você já não cantava, nem ninava nenhuma canção.
Quantas vezes quis deixar e partir, maltratou nossa vontade de permanecer a dois, mas veja quem ficou, porque a verdade é que o amor queria brincar de fingir.



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Quis agir da mesma forma


Parados na velha República, com a chuva e os carros esfumaçados, ruas de história, pessoas sozinhas, a praça mordaz :

- Quantas almas furadas na cidade  formulada, gente pior que o trapo jogado, são ruins por influência, nada de  natureza, falas indecentes.
Ignorantes de qualquer tipo, o escroto que menospreza o nacional, nacionalista cego, ou o apático irracional.
 Os bêbados fugitivos da real, samba, libertários violados, religiosos, os poetas, juventude covarde, adultos, falsos moralistas defensores de uma realidade irreal, quanta gente igual.
Então me conta, diz qual a diferença entre o cidadão médio e o grandioso nada?  Explica, vão além de outros mais?

-Vale mais o bolso recheado que o conhecimento compartilhado entre os iguais. 


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Mais vezes você me ganha

É seu sorriso que valorizo mais que beijos desconhecidos, prefiro amar assim do que vagar sem porque.
Juro que não importa se vão dizer que é inocência sem fim em sentir e saber, pois há quanto tempo, em encontros e desencontros, evidências que não calavam, mesmo com fuga.
Sabe que o tempo nos trouxe, não importa de onde veio, apenas preciso.
O telefone quando mudo e a vontade de correr, te trazer perto, mostrar que de frente, nosso olhar visa mais, é conexão, puro afeto, nada além de nós, nem a mais do que fomos, nem menos do que somos.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Vende-se sonhos

Pensamento feito música, canto de felicidade, manso da verdade, que vontade de sonhar.
Coloca os pés no chão, tem que ser alguém na vida, mas me contem  homens de mentira, quem decretou essa lei? Se documentado estivesse, lamentável seria...ou é.
Quanta fala repetida, quantas cabeças computadorizadas, inúmeros olhares envergonhados que não prestam aquilo que deveriam.
Não, isso nada tem com subversão, é uma tentativa, talvez falha.
Trem parou, café, gritou, o relógio de ponto quebrou , veloz, é tarde. 
Correr pelo certo, você sabe que tem que aceitar. Silencia, confusão que não para.
O mundo corre, nós sobrevivemos, vivemos, o tempo que restar.